Pontal.Foto.Grafia : aqui redes em pânicos pescam esqueletos no mar


26/05/2007


césar castro - http://cesarcastro.zip.net

Injúria secreta

suassuna no teu corpo
couro de cor compadecida
ariano sábio e louco
inaugura em mim a vida

pedra do reino no riacho
gumes de atalhos na pedreira
menina dos brincos de pérola

pétala na mola  do moinho
palavra acesa na fogueira

pós os ismos tudo é pós
na pele ou nas aranhas
na carne ou nos lençóis
no palco ou no cinema
o que procuro nas palavras
é clara quando não é gema

até furar os meus olhos
com alguma cascata de luz
devassa em mim quando transcende
lamparina que acende
e transforma em mel o que antes era pus

 

artur gomes

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Escrito por artur gomes às 09h15
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22/05/2007


foto: Ricardo Bousquet

 

tempestade

 

quero um beijo intenso

na escaldante efervescência

do nosso dia a dia

com a velocidade dos raios

e mega bytes de poesia

na tempestade das tardes

Yansã quem mais valia

com alguns gigas na memória

te vejo em frevos de Olinda

meu desejo em tua boca

alta tensão que nunca finda

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 21h13
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cardio.grafia

 

que esta palavra bendita

não seja dor

quando mal dita

 

como espinha quando aflora

ou espora

enquanto irrita

 

minha cardio.grafia

em suma

não é pena nem pluma

apenas palavra que resuma

o silêncio como agora

ou sonora quando grita

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 20h46
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20/05/2007


Esfinge 3

 

érica alice por quanto mais

eu não visse estava ali

sem que eu fingisse

essa fada  em tuas  costas

tatuagem quase oposta

a mulher que em carne  eu visse

me olhando de frente

com teus olhos de serpente

azuis que de repente

devoravam-me no que disse

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 19h45
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A Cor do Som

 

chove. e ontem ouvi Joe Cocker gritar socorro

ao pequeno amigo de frente. será tempo perdido?

passei 25 anos escrevendo 25 mil cartas sem repostas

25 mil poemas escondidos nas gavetas

e outros tantos espalhados nas estantes

um dia eu disse: tudo vai mudar. parou de chover

mas continuei ouvindo Joe Cocker e seus agudos

lamentos que embalaram minha adolescência

juventude perdida nos quartéis da independência

cheirei o sumo da terra o limo dos muros

e acordei intacto ainda agora onde a palavra ainda

alcança grito para o outro lado das cercas

dos quintais onde o arame não impede que a voz

chegue onde quer que eu queira ela

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 13h28
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