Memórias do Rio Um Grande Encontro
Memórias do Rio Um Grande Encontro
Jura Secreta 55 um filme de Artur Gomes

para Danielle Morreale
Dani-se
se ela me pisar nos calos
me cumer o fígado
me botar de quatro
assim como cavalo
galopar meus pêlos
devorar as vértebras
Dani-se
se ela me vier de unhas
me lascar os dentes
até sangrar meu sexo
me enfiar a faca
apunhalar meus olhos
perfurar meus dedos
Dani-se
se o amor for bruto
até mesmo sádico
neste instante lírico
se comédia ou trágico
quero estar no ato
e Dani-se o fato
deste sangue quente
nas veias dos infernos
deixa queimar os ossos
e explodir os nossos
poemas
pós modernos
a vida pesa quando vale
Dani-se: Morreale
http://almadepoeta.com/fulinaima.htm
Na próxima quarta 15/8 o blog Caixa Preta
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Arte Poesia
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foto: ricardo bousquet

CENAS NELSON
Sábado 14 de julho – 21:00h
Domingo 15 de julho – 20:00h
CENAS DAS OBRAS DE NELSON RODRIGUES : *A FALECIDA *ALBUM DE FAMÍLIA *VESTIDO DE NOIVA *BONITINHA, MAS ORDINÁRIA *BEIJO NO ASFALTO *A SERPENTE
Direção Geral: Dinho Valladares
Cia de Teatro Contemporâneo
R. Conde de Irajá, 253 - Botafogo – Rio de Janeiro
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=860133
BOCA DO INFERNO
Um filme com Artur Gomes
http://br.youtube.com/watch?v=rE3HexafOjQ
programação do III Belô Poético
veja aqui na agenda
http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

Adoro em ti, essa universalidade poética. é intudiva, é dedutiva...é sempre louca e com nexo! Adoro essa viagem incansável por todos os lugares, pra fazer um verso! Poesia em tuas mãos é cachoeira constante...e mesmo sem tinta, e com a água da emoção, acaba virando letra, nos olhos da imaginação!
Já disse que você é o meu poeta favorito? Além de Quintana, de Drumond...e outros tantos. Agora é Artur, que descubro em mim! Beijo, meu amigo lindo!
http://almadepoeta.com./fulinaima.htm

eu também sou de piancó
e pra você não canto em dó
só canto em fá em mi em lá
e se estiver em sol
é só porque já fui de marte
vais me ver em qualquer parte
só porque fui margarida
jaguatirica cobra d´água
e noutro dia girassol
em teu jardim em teu quintal
lírio lama liz do mangue
flor também do pantanal
http://caldeiraofulinaimico.zip.net
http://almadepoeta.com/fulinaima.htm
Madrasta pode proibir enteada de ser cantada em verso e prosa ou prosa e verso?
Tema para o enredo da Mocidade Independente de Padre Olivácio para o Carnaval de 2008.
entre e na comunidade da Mocidade IN Dependente e deixe a sua opinião.
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=28920349

Não sou Helena dos Santos
E também não fui de Tróia
Não fujo a qualquer batalha
Se querem guerra é guerra
Eu uso a minha mortalha
E vocês da Mocidade
Não pensem que liberdade
É só essa libertinagem
Que vem de línguas tiranas
Como essas línguas de vocês
Saibam também que a minha língua
Se precisar vai ser ferina
Seja você Federico
Seja Pastor de Andrade
Seja você Federika
Ou Gigi da Bateria
Ou obedeçam o estatuto
E tomem bênção ao Padre
Ou vão sambar em outra freguesia
Relações Públicas da Mocidade Independente
de Padre Olivácio – A Escola de Samba Oculta

de Almada
vou atravessar o Tejo
barco à vela
Portugal afora
em Lisboa
vou compor um fado
e cantar no Porto
feito um blues rasgado
de amor pela senhora
que me espera em paz
e todo vinho
que eu beber agora
será como beijo
que eu guardei inteiro
como um marinheiro
que retorna ao cais
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http://almadepoeta.com/arturgomesmusicaepoesia.htm
magritte

girassóis pousando
no teu corpo
festa
beija-flor seresta
poesia fosse
esse sol que emana
do teu fogo farto
lambuzando a uva
de saliva doce
sóis amarelos
em pontos e focos
dançam
beijam pela aresta
paixão fosse
este girassol que roda
do teu corpo em festa
saboreando luzes
de van gogh
no amarelo que me resta
Michele Sato - em diálogo com meu poeta
http://caldeiraofulinaimico.zip.net
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césar castro - http://cesarcastro.zip.net

suassuna no teu corpo
couro de cor compadecida
ariano sábio e louco
inaugura em mim a vida
pedra do reino no riacho
gumes de atalhos na pedreira
menina dos brincos de pérola
pétala na mola do moinho
palavra acesa na fogueira
pós os ismos tudo é pós
na pele ou nas aranhas
na carne ou nos lençóis
no palco ou no cinema
o que procuro nas palavras
é clara quando não é gema
até furar os meus olhos
com alguma cascata de luz
devassa em mim quando transcende
lamparina que acende
e transforma em mel o que antes era pus
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foto: Ricardo Bousquet


quero um beijo intenso
na escaldante efervescência
do nosso dia a dia
com a velocidade dos raios
e mega bytes de poesia
na tempestade das tardes
Yansã quem mais valia
com alguns gigas na memória
te vejo em frevos de Olinda
meu desejo em tua boca
alta tensão que nunca finda
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que esta palavra bendita
não seja dor
quando mal dita
como espinha quando aflora
ou espora
enquanto irrita
minha cardio.grafia
em suma
não é pena nem pluma
apenas palavra que resuma
o silêncio como agora
ou sonora quando grita
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érica alice por quanto mais
eu não visse estava ali
sem que eu fingisse
essa fada em tuas costas
tatuagem quase oposta
a mulher que em carne eu visse
me olhando de frente
com teus olhos de serpente
azuis que de repente
devoravam-me no que disse
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http://almadepoeta.com/arturgomesmusicaepoesia.htm



chove. e ontem ouvi Joe Cocker gritar socorro
ao pequeno amigo de frente. será tempo perdido?
passei 25 anos escrevendo 25 mil cartas sem repostas
25 mil poemas escondidos nas gavetas
e outros tantos espalhados nas estantes
um dia eu disse: tudo vai mudar. parou de chover
mas continuei ouvindo Joe Cocker e seus agudos
lamentos que embalaram minha adolescência
juventude perdida nos quartéis da independência
cheirei o sumo da terra o limo dos muros
e acordei intacto ainda agora onde a palavra ainda
alcança grito para o outro lado das cercas
dos quintais onde o arame não impede que a voz
chegue onde quer que eu queira ela
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